Venezuelanos submetidos a condições análogas à escravidão em obra de motel da Zona Oeste são resgatados


Auditores-Fiscais do Trabalho realizaram uma operação junto com o MPT e a Polícia Federal, no dia 31 de março, em um motel de Realengo. No local, oito venezuelanos foram encontrados. Nesta quinta, em audiência no MPT-RJ, o empregador pagou R$ 160 mil como danos morais, além de passagens aéreas para retorno dos trabalhadores ao país de origem. Venezuelanos submetidos a condições análogas à escravidão são resgatados em motel da Zona Oeste
Reprodução
Oito venezuelanos submetidos a condições análogas à escravidão foram resgatados em Realengo, na Zona Oeste do Rio, no último dia 31 de março. Eles participavam de uma obra em um motel na região, com a promessa de receberem cerca de R$ 6 mil por cômodo construído.
Auditores-Fiscais do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho no Rio de Janeiro, junto com membros do Ministério Público do Trabalho e policiais federais estiveram no motel no dia da operação e constataram as irregularidades.
Os trabalhadores foram aliciados na Venezuela por um intermediário do contratante, com a promessa de emprego no Rio de Janeiro. As autoridades brasileiras constataram que o empregador forçou os empregados a acumular dívidas com ele.
Segundo os auditores, os valores de passagens aéreas de ida e volta e as ferramentas necessárias para a obra seriam descontadas do valor que eles teriam direito a receber pelo serviço.
Além disso, a equipe constatou que os trabalhadores não tinham registro formal do vínculo empregatício, chegaram ao Brasil em fevereiro deste ano e foram alojados em três quartos do motel, em camas de casal e no chão, em condições degradantes
R$ 160 mil de indenização
Os trabalhadores resgatados foram acolhidos por uma equipe do Ação Integrada, projeto de Cáritas Arquidiocesana, mantido com recursos destinados pelo Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ).
Nesta quinta-feira, em audiência no MPT-RJ, o empregador pagou a rescisão salarial e danos morais, no total de R$ 160 mil.
As autoridades ainda obrigaram o dono do empreendimento a pagar as passagens aéreas para retorno dos trabalhadores ao país de origem nesta semana.
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