Preço do barril de petróleo cai quase 7% após tarifas de Trump

A cotação futura (para junho de 2025) do barril tipo brent do petróleo registava queda de 6,84% às 12h37 desta 5ª feira (3.abr.2025), aos US$ 69,82 depois dos anúncios de tarifas comerciais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), contra parceiros comerciais. A medida tem impacto na atividade econômica global e pode desaquecer o PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA.

Impacta também o mercado de petróleo o anúncio da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) em aumentar em 411 mil barris a produção por dia a partir de maio. A maior oferta da commodityreduz a cotação.

O barril tipo brent atingiu US$ 69,48 na mínima do dia. Já o WTI recua 7,35%, aos US$ 66,44. Na mínima, atingiu US$ 65,99.

Os principais índices do mercado de ações europeu registram queda nesta 5ª feira (3.abr.2025). O DAX, da Alemanha, recuava 2,28% às 10h (horário de Brasília).

O Euro Stoxx 50, da Zona do Euro, tinha queda de 3,06%. Na Espanha, o Ibex registrava baixa de 1,62%. O FTSE MIB caia 2,66% na Itália. O FTSE 100, de Londres, recuava 1,39%.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von Der Leyen, disse que as tarifas impostas pelos EUA são um “duro golpe” contra a economia mundial. Leia na íntegra o que foi decidido pelo governo norte-americano.

Trump disse que o “Liberty Day”, ou Dia da Libertação, foi a declaração de independência econômica dos EUA. “Por anos, cidadãos norte-americanos trabalhadores foram forçados a ficar à margem enquanto outras nações enriqueciam e se tornavam poderosas, muitas vezes às nossas custas. Mas agora é a nossa vez de prosperar”, disse Trump ao anunciar a medida na 2ª feira (2.abr.2025).

O republicano aplicou diversas tarifas sobre produtos e parceiros comerciais desde o início de seu 2º mandado, em 20 de janeiro, com o objetivo de fortalecer a economia do país, reverter deficits comerciais e recuperar a competitividade da indústria norte-americana.

A 1ª medida tarifária foi anunciada em 1º de fevereiro. Na ocasião, Trump aplicou 25% sobre produtos do México e do Canadá com a justificativa de que os países eram responsáveis pela chegada de “inúmeros e horríveis” imigrantes aos EUA, pela entrada de drogas no país e pelo deficit nas contas públicas.

O pacote entrou em vigor em 4 de março, depois de negociações com a presidente do México, Claudia Sheinbaum (Morena, esquerda), e o então primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau (Partido Liberal, centro-esquerda).

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