Empresas precisam se adaptar ao Consignado CLT e novo guia pode ajudar

Desde o lançamento do novo modelo de Consignado privado, as empresas estão tendo que se adaptar aos processos para atender às novas exigências desse crédito.

Agora, o setor de Recursos Humanos (RH) precisa aplicar os descontos em folha e seguir as diretrizes do novo modelo para o programa Crédito do Trabalhador.

Confira como funciona o novo Consignado privado para as empresas, o que muda na rotina do RH e como o nosso novo guia completo e gratuito pode ajudar. Continue a leitura!

Como funciona o Consignado privado para as empresas?

O Consignado privado é um tipo de crédito voltada para trabalhadores com carteira assinada, em que as parcelas do empréstimo são descontadas diretamente do salário.

Essa operação é feita por meio da folha de pagamento da empresa, o que reduz o risco de inadimplência e permite condições mais vantajosas para o trabalhador.

Com o programa Crédito do Trabalhador, o colaborador acessa a Carteira de Trabalho Digital para solicitar propostas de empréstimo e simular condições com diferentes instituições financeiras.

Depois de escolher a proposta mais adequada às suas necessidades, ele finaliza a contratação diretamente com a instituição financeira escolhida.

A empresa, por sua vez, não precisa firmar convênios com as instituições financeiras. Sua função agora é a de validar as informações da contratação e realizar os descontos mensais diretamente na folha de pagamento, de acordo com o previsto no sistema do eSocial.

Essa nova dinâmica traz vantagens para os dois lados: o trabalhador tem acesso a crédito com menos burocracia e juros mais baixos; a empresa oferece um benefício adicional, sem custo direto, contribuindo para o bem-estar financeiro dos seus funcionários.

Saiba mais: Novas regras do Consignado privado para CLT

O Consignado CLT tem custo para a empresa?

Não. O Crédito consignado CLT não gera custo direto para a empresa. Toda a operação de crédito ocorre entre o trabalhador e a instituição financeira.

A única responsabilidade da empresa é operacional: aplicar corretamente os descontos em folha, manter os dados dos funcionários atualizados no eSocial e cumprir os prazos definidos no calendário do programa.

Apesar de não ter custo financeiro, a empresa precisa se organizar internamente.

Isso envolve ajustes nos sistemas de folha de pagamento, capacitação do time de RH (mais voltado ao departamento pessoal) e acompanhamento constante do Portal Emprega Brasil – Módulo Empregador, onde ficam disponíveis os contratos ativos que exigem desconto mensal.

Importante: O não cumprimento dessas obrigações pode gerar penalidades.

Caso a empresa deixe de repassar os valores descontados ou realize o desconto fora da margem permitida, poderá ser responsabilizada por juros e encargos.

Por isso, é fundamental manter processos bem estruturados para manter a segurança jurídica, evitar falhas e preservar a boa relação com os colaboradores.

Como as empresas podem se adaptar ao Consignado privado?

Para se adaptar ao novo modelo do Consignado privado, as empresas precisam integrar essa rotina à sua gestão de folha de pagamento e relacionamento com os funcionários.

Confira os principais pontos:

  • Consultar regularmente o Domicílio Eletrônico Trabalhista (DET): é por esse sistema que a empresa recebe as notificações de novos contratos de crédito realizados pelos funcionários
  • Acessar o Portal Emprega Brasil – Módulo Empregador: onde são exibidos os contratos ativos, com dados como valor da parcela, instituição financeira e situação da operação
  • Manter o eSocial atualizado: todas as informações trabalhistas precisam estar corretas para proporcionar o cálculo adequado da margem consignável
  • Calcular mensalmente a margem consignável: a empresa deve garantir que o valor da parcela não ultrapasse 35% da remuneração disponível do trabalhador
  • Aplicar corretamente o desconto em folha: o valor deve ser o mesmo informado pelo sistema, sem alterações manuais, e aparecer de forma transparente no holerite
  • Registrar justificativas quando não for possível aplicar o desconto: em casos de afastamento, rescisão ou ausência de salário, a empresa precisa explicar o motivo no sistema

Essa adaptação exige atenção, mas, quando bem implementada, moderniza a operação do RH e valoriza o relacionamento com os colaboradores, sem gerar custos extras para a empresa.

meutudo lança guia do Consignado privado para empresas

Para facilitar esse processo de adaptação, aqui na meutudo, criamos um guia completo sobre o novo Consignado privado para as empresas.

O material é gratuito e foi desenvolvido para orientar empregadores sobre as obrigações, etapas e boas práticas relacionadas ao Crédito do Trabalhador.

Confira: Crédito do Trabalhador para Empresas: Guia Completo para Empregadores

O guia traz explicações simplificadas sobre o funcionamento do novo modelo, incluindo detalhes técnicos sobre o uso da Carteira de Trabalho Digital, o papel do Portal Emprega Brasil e os registros obrigatórios no eSocial.

Além disso, o conteúdo apresenta exemplos práticos de cálculo da margem consignável, orientações sobre o que fazer em caso de rescisão de contrato e instruções para configurar corretamente a rubrica na folha.

Com esse guia, queremos tornar a adaptação das empresas mais simples e segura, para que o Consignado privado seja implementado de forma eficiente e sem complicações.

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