Charreteiro que atropelou e matou ciclista tem prisão temporária prorrogada no litoral de SP


Thalita Danielle Hoshino, de 38 anos, curtia o final de semana com o marido e um casal de amigos no litoral paulista quando foi atingida pela charrete de Rudney Gomes Rodrigues. Prisão temporária tinha o prazo de cinco dias, mas foi prorrogada após representação da Polícia Civil. Condutor de charrete que atropelou turista de bicicleta segue preso
Rudney Gomes Rodrigues, o condutor da charrete preso após ter atropelado e matado a turista Thalita Danielle Hoshino, de 38 anos, que pedalava com uma amiga em Itanhaém, no litoral de São Paulo, teve a prisão temporária prorrogada por mais cinco dias. Com isso, ele vai continuar detido até a próxima segunda-feira (7).
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Thalita foi atropelada em 23 de março e morreu dois dias depois no Hospital Irmã Dulce, onde esteve internada após sofrer um traumatismo cranioencefálico (TCE). O charreteiro, de 31 anos, foi preso em Praia Grande no último sábado (29). O caso é investigado como homicídio.
Conforme apurado pela TV Tribuna, afiliada da Globo na Baixada Santista, a prisão temporária em desfavor de Rudney valia por cinco dias, até última quarta-feira (2). Com a prorrogação pelo mesmo período, ele continua preso na Cadeia Pública de Peruíbe pelo menos até o início da próxima semana.
Rudney foi ouvido por Arilson Veras Brandão, delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da cidade, na última segunda-feira (31). O investigado disse que comprou a égua há um mês e que fretou o transporte da charrete e do animal à praia para conhecê-la.
Ainda de acordo com a apuração da TV Tribuna, a Polícia Civil trabalha para reunir mais elementos com o objetivo de solicitar a prisão preventiva à Justiça.
O que diz a defesa?
Rudney (à dir.) atropelou Thalita (à esq.), que não resistiu e morreu
Reprodução e Redes sociais
O advogado Luciano Fernandes Ribeiro, que representa a defesa de Luciano, disse ao g1 que ingressaria com o recurso cabível se a Polícia Civil representasse pela prorrogação. A equipe de reportagem entrou em contato com ele novamente, nesta quinta-feira (3), e aguarda retorno.
De acordo com o advogado, a esposa do investigado prestou depoimento na segunda-feira (31) e confirmou que o ocorrido foi um acidente. Segundo ele, a mulher destacou que Rudney prestou socorro imediatamente e compareceu espontaneamente à delegacia para prestar esclarecimentos.
Ainda de acordo com a defesa, Rudney negou que estivesse participando de um evento de corrida de charretes e afirmou que não percebeu o momento do acidente. Ele também relatou que a faixa de areia estava deserta e que estava no local apenas para passear com o animal recém comprado.
De acordo com a defesa, em nenhum momento Rudney disse que estava “testando”, mas sim “conhecendo”, passeando com a égua, que foi adquirida há um mês. Ribeiro disse, ainda, que a polícia não localizou a charrete e o animal, apenas os encontro no local indicado pelo investigado.
Bloqueio com pedras
Bloqueio com pedras é instalado na faixa de areia de praia em Itanhaém, SP, após morte de ciclista atropelada
Yasmin Braga/TV Tribuna
A Prefeitura de Itanhaém (SP) ergueu um bloqueio com pedras na faixa de areia da Praia do Santa Cruz na sexta-feira (28) e visa impedir a passagem de veículos e charretes na parte arenosa.
A administração municipal disse que vai estudar mudanças na legislação para endurecer as penalidades contra práticas irregulares nas praias da cidade.
O Executivo de Itanhaém também anunciou uma reunião, marcada para terça-feira (1º), na Delegacia Seccional, com representantes da Prefeitura de Peruíbe e das polícias Militar e Civil para discutir a fiscalização ao longo da faixa de areia.
Quem era Thalita Danielle Hoshino?
Thalita Danielle Hoshino, de 38 anos, sonhava em morar na praia
Arquivo pessoal
Thalita Danielle Hoshino sonhava em morar na praia. Segundo Gabriela, Thalita era moradora de São Bernardo do Campo (SP), trabalhava na área de tecnologia e estava no litoral paulista, acompanhada de amigos, para um passeio.
Gabriela e Thalita eram amigas há oito anos e estavam juntas no momento do acidente. A testemunha conseguiu desviar a bicicleta e contou ter alertado a vítima sobre os veículos. “A última palavra que eu falei foi para ela tomar cuidado […]. E aí ela foi embora, aí acabou tudo”, lamentou.
Momentos antes do acidente
De acordo com Gabriela, os momentos que antecederam o acidente da amiga foram bons. “Ela estava sentindo uma paz imensa. Ela estava muito feliz, estava tirando fotos, filmando, do jeito que ela sempre gostou”, afirmou a fisioterapeuta.
Ainda segundo Gabriela, Thalita demorou para decidir a roupa que usaria no passeio de bicicleta. “Ela nem ia colocar biquíni no dia, mas quando abriu um solzinho, ela falou: ‘eu vou pôr um biquíni’. Um biquíni roxo, porque ela adora cor roxa”, relembrou.
Vídeo mostra ciclista atropelada por charrete momentos antes de acidente em praia
Características
De acordo com a fisioterapeuta, ela e Thalita tentavam se reunir pelo menos uma vez ao mês, pois eram muito próximas e se ajudavam.
“Podia estar passando qualquer tipo de problema, ela sempre sabia como resolver, sempre sabia como se virar. Ela era realmente a nossa conselheira, uma pessoa que não deixava você ficar triste, não deixava você ficar de baixo astral. Ela sempre me levantava. Nos piores e nos melhores momentos, ela esteve do meu lado”, informou.
Ainda segundo Gabriela, a amiga era muito resiliente e calma. “Ela era luz, paz, mansidão”, finalizou.
Thalita Danielle Hoshino sofreu traumatismo craniano após ser atropelada por charrete em praia de Itanhaém, SP
Reprodução
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