CDB e Tesouro Direto: entenda as diferenças e saiba como escolher

Os brasileiros estão investindo mais em renda fixa – e diversificando suas aplicações nessa classe de ativos. Se antes a poupança era o principal destino, atualmente, Tesouro Direto e CDBs têm ganhado popularidade. No ano passado, o número de investidores no Tesouro Direto atingiu um recorde de 3 milhões de pessoas, com um valor em custódia de R$ 142,7 bilhões em dezembro de 2024. Já em CDBs, havia com um total investido de R$ 2,5 trilhões no encerramento de 2024.

Muitas pessoas, entretanto, têm dúvidas sobre as diferenças entre os dois, como escolher entre um ou outro e como montar um portfólio completo. Confira abaixo a diferença entre esses títulos, e os cuidados a se tomar com cada um deles.

Confira as características dos CDBs e do Tesouro Direto

Emissor e risco

Os títulos do Tesouro Direto são emitidos pelo governo federal, e por isso são tidos como os ativos de menor risco na economia. Já os CDBs são títulos emitidos por bancos, que usam os valores captados nesse produto para emprestar para outros clientes.

“Os dois se diferem pelo risco do emissor. O título de emissor privado, por definição, tem risco maior do que o título de emissão nacional”, explica Larissa Frias, planejadora financeira do C6.

Por outro lado, os CDBs contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), uma instituição que serve como um seguro para os investidores. O FGC oferece indenizações de até R$ 250 mil por CPF por instituição financeira, caso o banco emissor do CDB tenha problemas de crédito. Vale lembrar, no entanto, que em caso de liquidação de um banco ou instituição financeira, o FGC pode demorar algum tempo até ressarcir os investidores. Por isso, é recomendado ter cautela ao investir a sua reserva de emergência ou o dinheiro que você vai precisar no curto prazo nesses títulos.

Rentabilidade

Há três tipos principais de investimentos em renda fixa: os pós-fixados (que acompanham a variação diária da taxa Selic ou do CDI), os prefixados (em que se negocia antes do aporte uma taxa determinada, que irá valer até o vencimento do título), e os híbridos (corrigidos normalmente pelo índice oficial de inflação, o IPCA, e que oferecem mais uma taxa de rentabilidade prefixada).

Todos eles estão disponíveis tanto no Tesouro Direto quanto em CDBs.

Diversidade de prazos e taxas
Nesta quarta-feira (02/04), o site do Tesouro oferece três vencimentos para o Tesouro Prefixado, dois do Tesouro Selic e seis vencimentos para o Tesouro IPCA+ (além dos títulos Renda+ e Educa+).

Já no caso dos CDBs, como são emitidos por diversas instituições, existe uma grande oferta de papéis diferentes. Por isso, quando o investidor abre o aplicativo de sua corretora, provavelmente encontrará mais opções de CDBs do que de títulos do Tesouro Direto.

Leia a reportagem completa no site do B3 Bora Investir, parceiro de IstoÉ Dinheiro.

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