Anvisa proíbe venda de lâmpadas usadas em bronzeamento artificial

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu nesta 4ª feira (2.abr.2025) a venda de lâmpadas fluorescentes de alta potência usadas em equipamentos de bronzeamento artificial. Leia a íntegra da resolução 1.260 de 2025 (PDF – 185 kB).

A medida busca impedir a fabricação e manutenção de câmaras de bronzeamento artificial para fins estéticos. Embora esses equipamentos sejam proibidos no Brasil desde 2009, ainda são utilizados de forma irregular no país.

De acordo com a agência, a proibição se deu depois da publicação da Iarc (Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer), vinculada à OMS (Organização Mundial da Saúde), que concluiu que o uso de câmaras de bronzeamento artificial é cancerígeno para humanos.

A proibição recebeu apoio da SDB (Sociedade Brasileira de Dermatologia) e do Inca (Instituto Nacional de Câncer).

A Anvisa também mencionou que Assembleias Legislativas Estaduais e Municipais aprovam, de forma irregular, o uso dessas câmaras.

“Esse tipo de Lei municipal/estadual contraria e desrespeita a norma federal […] e, por isso, a Agência providenciará as devidas medidas legais visando resguardar e proteger a saúde da população”, afirmou.

RISCOS DAS CÂMARAS DE BRONZEAMENTO

O uso de câmaras de bronzeamento artificial pode causar diversos danos à saúde, dentre eles:

  • câncer de pele;
  • envelhecimento da pele;
  • queimaduras;
  • ferimentos cutâneos;
  • cicatrizes;
  • rugas;
  • perda de elasticidade cutânea;
  • lesões oculares como fotoqueratite;
  • inflamação da córnea e da íris;
  • fotoconjuntivite; e
  • catarata precoce.
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