Zema critica “modismo internacional” do carro elétrico

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), criticou a adesão do Brasil ao que chamou de “modismo internacional” do carro elétrico. Durante um evento do setor sucroenergético nesta 4ª feira (2.abr.2025), ele defendeu o etanol como uma alternativa viável.

“Parece que o carro a etanol com a chegada do carro elétrico deixou de ser considerado uma opção, o que não é verdade […] é um carro que tem muito mais o perfil do brasileiro: mais barato, mais fácil a manutenção, a substituição e é produzido aqui, gerando emprego no Brasil”, disse Zema durante o Cana Summit, realizado em Brasília.

A venda de carros elétricos no Brasil registrou um aumento de 89% em 2024, com 177.358 veículos leves eletrificados emplacados de janeiro a dezembro. Os dados são da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico). Eis a íntegra do levantamento (PDF – 441 kB).

O segmento de veículos elétricos plug-in, incluindo os BEV (100% elétricos) e os PHEV (híbridos plug-in), manteve a maior participação de vendas no mercado de eletrificados, com 71% do total.

O Estado de São Paulo liderou com 32% das vendas totais em 2024, seguido pelo Distrito Federal, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina.

TARIFA NOS EUA

A política comercial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), atinge seu ápice nesta 4ª feira, com o início da cobrança das tarifas recíprocas.

Trump apelidou a data de “Liberation Day” (“Dia da Libertação”, em português) porque, segundo ele, marcará o momento que os EUA se libertarão de produtos estrangeiros.

Com elas, Trump busca atingir parceiros comerciais que impõem barreiras consideradas “injustas” por ele. Os países afetados e outros detalhes serão anunciados a partir das 17h (horário de Brasília).

Depois que Trump assinou o decreto para impor as tarifas recíprocas, em 13 de fevereiro, a Casa Branca divulgou um documento em que cita o etanol brasileiro para exemplificar um tipo de cobrança tarifária “desproporcional” enfrentada pelos Estados Unidos. Afirma que “a tarifa dos EUA sobre o etanol é de somente 2,5%”, mas que o Brasil cobra uma taxa de 18% sobre as exportações de etanol norte-americano.

Apesar desse “desequilíbrio” apresentado pela administração norte-americana, o superavit que os EUA têm com o Brasil é um dos argumentos usados pelo governo brasileiro para convencer a Casa Branca a isentar o país das tarifas.

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