Padilha diz que ministério enfrenta legado de negacionismo da pandemia

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reuniu-se, nesta 4ª feira (2.abr.2025), com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Roberto Barroso, para tratar da agenda comum entre o ministério e o Judiciário. Ao final do encontro, disse a jornalistas que um dos maiores desafios dos Poderes Executivo e Judiciário é lidar com o legado do negacionismo deixado depois da pandemia.

“Nós temos hoje 2 grandes desafios que são os desafios dos prejuízos e dos impactos negativos da pandemia. E 2 grandes desafios que são oportunidades pós pandemia. Os 2 negativos é que a pandemia trouxe o legado do negacionismo, infelizmente, que a gente precisa combater permanentemente”, disse o ministro da Saúde.

Segundo Padilha, muitas mentiras ainda são espalhadas sobre o tema da vacinação. Ressaltou a importância de valorizar a ciência e a defesa da vida. 

Além disso, afirmou que outro legado da pandemia foi a desorganização da rede de saúde. Disse que o episódio causou um represamento muito grande de cirurgias, de diagnósticos especializados e de tratamentos especializados. Por isso, sua “obsessão” enquanto ministro será reduzir o tempo de espera do atendimento médico especializado.

Sobre as oportunidades deixadas pela pandemia, acredita que hoje a população brasileira reconhece mais a importância do SUS. Também disse que o mesmo evento ocasionou uma reorganização das cadeias globais de produção do mundo. Para ele, é a grande oportunidade do Brasil ocupar espaço nessa reorganização. 

O encontro dos ministros foi uma visita de cortesia. Nenhum processo em específico na Corte, que pudesse afetar a pasta da saúde, foi assunto na conversa, segundo Padilha. Se encontraram por volta das 17h, durante o intervalo da sessão no plenário. 

Padilha também apresentou ao ministro a sua equipe e os feitos recentes do ministério, como o acordo firmado com a empresa fabricante do medicamento Zolgensma, um dos mais caros do mercado. Usado para tratar a AME (Atrofia Muscular Espinha), o remédio custa cerca de R$ 7 milhões.

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