‘O brasileiro é muito colorido, mas dois terços das paredes ainda são brancas’, diz presidente da AkzoNobel

Segundo o presidente da AkzoNobel para a América Latina e Ásia, Daniel Campos, na média o consumidor brasileiro – ainda – usa poucas cores. O padrão de consumo tem mudado desde a pandemia, mas a maioria das paredes de imóveis e residências ainda são brancas.

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“O brasileiro é um povo muito colorido, mas dois terços das paredes ainda são brancas ou off white. A gente vê, nos últimos anos, um crescimento maior do uso da cor, e também maior uso de produtos premium. Existem três tipos de produtos no Brasil – economic, standartpremium – e vemos esse crescimento através das pessoas experimentando mais com cor, sejam arquitetos, sejam as pessoas nas suas próprias casas”, comenta.

Segundo o executivo, o padrão de consumo mudou porque, na época da pandemia, mais pessoas passaram a valorizar a própria casa e incrementar o local – o qual o tempo de permanência havia aumentado drasticamente.

A AkzoNobel é dona de marcas como Coral, Sparlack, Sikkens, International e outras. Desde meados de 2016 a Coral é a tinta oficial da CASACOR, maior mostra de arquitetura das Américas.

Campos relata que o comportamento de utilizar mais cores foi percebido mesmo nesse nicho, explicando que quando a parceria começou a maioria dos arquitetos optava por cores mais sóbrias e neutras, e cor e tinta eram variáveis menos interessantes.

Todavia, nos anos mais recentes os arquitetos têm explorado mais o tema, utilizando paletas de cores mais diversas.

Tinta também é performance e tecnologia, diz presidente da AkzoNobel

Apesar de, a priori, uma lata de tinta parecer uma produto commoditizado, o presidente da AkzoNobel para América Latina e Ásia destaca que ‘as tintas tem mais tecnologia do que as pessoas imaginam’.

“Não é a mesma coisa pintar uma parede exterior do que uma parede interior, assim como você pinta um carro como a McLaren, que usa o nosso Papaya Orange, que é uma cor que desenvolvemos com eles, você precisa garantir que a tinta é bastante resistente, garante um escoamento de ar que os engenheiros querem e é muito leve para não atrapalhar nos carros”, comenta.

Campos comenta que no campo da aeronáutica e da pintura automotiva de alta performance (como Fórmula 1), há uma influência da tinta nos resultados e na economia de recursos obtida.

“A mesma coisa ocorre na tinta para navios, na qual você quer reduzir o arrasto, garantir o não crescimento de cracas. Com isso você consegue economizar até 12% de consumo de combustível. Da mesma forma, nos aviões, você precisa de muita resistência, um bom escoamento de ar, mas que também seja leve”, relata.

A AkzoNobel é parceira oficial da McLaren Racing desde 2008 e fornece as tintas leves e aerodinâmicas para os carros de Fórmula 1 da equipe. Os produtos são da sua marca premium Sikkens.

​A cor McLaren Orange, também conhecida como ‘Papaya’, citada pelo executivo, remonta os anos 1960, quando o fundador Bruce McLaren escolheu essa tonalidade para destacar os carros da equipe nas pistas.

Em 2017, por exemplo, a AkzoNobel desenvolveu, em colaboração com a McLaren, a cor ‘Tarocco Orange’ para o modelo MCL32, uma interpretação moderna do clássico McLaren Orange.

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