Banco Master reduz taxa de CDBs após anúncio de venda para BRB

O Banco Master deu início a um movimento de redução nas taxas de CDB (Certificado de Depósito Bancário) pré e pós-fixadas após o anúncio da venda de 58% de participação para o BRB (Banco Regional de Brasília).

A redução foi de 0,3 p.p. (ponto percentual) em todas as janelas temporais. Na do CDB de 30 DC (dias corridos), por exemplo, a taxa pré-fixada passou de 14,2% para 13,9%. Na de 60 dias, houve diminuição de 14,4% para 14,1%; e em 90 dias, de 14,5% para 14,2%.

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No caso das pós-fixadas, houve redução de 3 p.p na maioria dos intervalos. No CDB de um ano, por exemplo, as taxas foram reduzidas de 110% para 107%; e no de dois anos, de 114% para 111%. O volume de captação registrou um crescimento desde o anúncio do negócio por conta dessa redução.

De acordo com analistas, quem já havia investido em CDB com banco fez um bom negócio: as taxas de retorno do banco ainda estão acima da média do mercado – mas a tendência é que venham a ficar abaixo da média nos próximos meses.

Durante a entrevista concedida na terça-feira, 1º de abril, ao programa Em Ponto do canal Globonews, Paulo Henrique Costa, presidente do BRB, havia antecipado que o custo das captações da nova instituição financeira resultante dessa operação tenderia a cair gradativamente com o tempo, dada a solidez e diversificação atribuída por ele ao conglomerado BRB-Master.

O Banco Central tem prazo de até um ano para analisar a compra do Master pelo BRB. Juntos, formarão um banco com 15 milhões de clientes, R$ 112 bilhões em ativos, R$ 72 bilhões em carteira de crédito e mais de R$ 100 bilhões em captações. Se a transação for aprovada, resultará no nono maior banco em carteira de crédito do país.

Retorno ainda acima da média do mercado

Mesmo com a redução dos juros oferecidos em seus CDBs, os títulos do Master ainda apresentam um retorno acima da média do mercado. Isso porque o CDB é um título emitido por instituições financeiras para captar recursos a fim de montar suas carteiras de financiamento. Em troca desse empréstimo, o banco se compromete a pagar juros sobre o valor investido.

O cliente que aplica em CDB ganha uma remuneração por emprestar seu dinheiro à instituição financeira. Os bancos tradicionais lucram com spreads elevados, cobrando em média de 300% a 500% do CDI em empréstimos para os correntistas, mas pagando apenas cerca de 100% do CDI quando o assunto é o investimento do cliente. Spread é um termo em inglês do jargão do mercado financeiro para a diferença entre o custo de captação de recursos dos bancos e o valor que cobram nos empréstimos.

O Banco Master rompeu com esse padrão ao oferecer CDBs com retorno de até 150% do CDI. Com isso, a instituição abriu mão de uma parte do seu lucro para atrair investidores, tornando sua captação mais competitiva. Esse movimento tem incomodado parte mercado, pois coloca em questão um modelo que beneficia os grandes bancos à custa dos clientes.

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