Após Harvard e Columbia, Trump suspende verbas de Princeton

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), suspendeu, na 3ª feira (1º.abr.2025), uma série de bolsas de pesquisa da Universidade de Princeton. A medida afeta dezenas de projetos vinculados ao Departamento de Energia, à Nasa (a agência espacial norte-americana) e ao Departamento de Defesa, que recebiam financiamento federal.

Segundo a CNN, os cortes somam US$ 210 milhões. O presidente de Princeton, Chris Eisgruber, redigiu um comunicado oficial sobre a decisão. “Ainda não está claro o motivo completo desta ação, mas quero deixar claros os princípios que guiarão nossa resposta”, disse.

Eisgruber declarou que Princeton “cumprirá a lei, manterá seu compromisso de combater o antissemitismo e todas as formas de discriminação e cooperará com o governo nesse combate, mas também defenderá vigorosamente a liberdade acadêmica e os direitos ao devido processo legal desta universidade”.

Comunicado do presidente de Princeton, Chris Eisgruber, sobre os cortes no financiamento anunciado pelo governo Trump

A suspensão segue um padrão de cortes a outras instituições da Ivy League (grupo de 8 universidades de prestígio dos EUA), como Harvard e Columbia. A Casa Branca exigiu que as universidades tomassem providências contra o antissemitismo que, segundo o governo Trump, era manifestado nos protestos estudantis contra as operações militares de Israel na Faixa de Gaza.

Na 2ª feira (31.mar), o governo norte-americano anunciou que vai fazer uma “revisão abrangente” das bolsas e contratos federais concedidos à Harvard. A força-tarefa federal para combater o antissemitismo está revisando mais de US$ 255 milhões em contratos entre a universidade e o governo federal para garantir que a escola siga as leis de direitos civis. A Casa Branca também examinará US$ 8,7 bilhões em compromissos de subsídios para a instituição de ensino e suas afiliadas.

A mesma força-tarefa cortou US$ 400 milhões da Universidade de Columbia e ameaçou cortar bilhões a mais se ela recusasse uma lista de demandas da administração do presidente Donald Trump.

Diante da pressão do governo, a Universidade de Columbia implementou mudanças, como a reformulação das regras de protesto e a revisão de seu departamento de estudos do Oriente Médio.

Os cortes são realizados quase 1 ano depois dos grandes protestos em universidades norte-americanas contra a ofensiva israelense em Gaza, iniciada depois do ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023.

O campus de Columbia, onde ocorreram os maiores protestos, e onde os manifestantes chegaram a invadir o Hamilton Hall provocando intervenção policial.


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