Alemanha intensifica controle migratório e barra 50 mil desde 2023

A Alemanha barrou 50 mil pessoas em controles de fronteira desde 2023 e prendeu 2 mil criminosos, conforme dados divulgados em 1º.abr.2025 pela ministra do Interior, Nancy Faeser. As informações são da Deutsche Welle.

As deportações cresceram 55% e a entrada de trabalhadores qualificados aumentou 77% no período. No primeiro trimestre deste ano, os pedidos de asilo caíram para 32.671, comparados a 213 mil e 324 mil nos mesmos períodos de 2024 e 2023.

Faeser disse que o governo de coalizão conseguiu equilibrar a redução da migração irregular enquanto fortaleceu o apelo da Alemanha para trabalhadores qualificados. “Hoje, somos um país que investe mais em integração e é mais atrativo para trabalhadores talentosos e qualificados de todo o mundo”, afirmou a política de centro-esquerda.

O número de vistos emitidos para fins de emprego aumentou significativamente, passando de aproximadamente 97.000 em 2021 para 172.000 no ano passado. Já os pedidos iniciais de asilo caíram quase 100.000, para pouco menos de 230.000 em 2024.

A ministra pediu “desarmamento verbal” no debate sobre migração e asilo, afirmando que os desafios não serão resolvidos com posicionamentos e artifícios. Ela também rejeitou a proposta do presidente do Escritório Federal de Migração e Refugiados, Hans-Eckhard Sommer, que sugeriu eliminar o direito individual ao asilo. “O direito ao asilo não está em discussão para o [partido] SPD”, declarou Faeser.

O tema segue bloqueando a formação do novo governo e fortalece o partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD). A legenda, que defende deportações em massa inspiradas na política migratória de Donald Trump nos Estados Unidos, alcançou 24% das intenções de voto na pesquisa mais recente do Instituto Forsa.

A União Democrata Cristã (CDU), partido conservador de Friedrich Merz que venceu as eleições de fevereiro, perdeu apoio, recuando de 28,5% para 25%. O futuro primeiro-ministro prometeu adotar uma linha mais dura em relação à imigração, mas se comprometeu a não cooperar com o AfD. Seu desafio inclui administrar os impactos da recente flexibilização do “freio da dívida”, que liberou 500 bilhões de euros para infraestrutura e defesa nos próximos 10 anos.

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