Mortos em Mianmar após terremoto chegam a mais de 1.000

O número de mortos em decorrência do terremoto de magnitude 7,7 que atingiu Mianmar na 6ª feira (28.mar) chegou a 1.002, depois que mais corpos foram retirados dos escombros. Outras 2.376 pessoas estão feridas e 30 seguem desaparecidas.

O epicentro do tremor de terra foi há cerca de 16 km de Mandalay, 2ª maior cidade do país, com mais de 1,2 milhão de habitantes. O número de vítimas pode aumentar, uma vez que as autoridades ainda estão analisando os impactos do desastre. As informações são da Associated Press.

O governo militar decretou estado de emergência em 6 regiões e Estados do país. De acordo com mídia estatal, a proclamação do governo inclui a capital Naypyidaw, além de Mandalay, após o terremoto e um forte tremor secundário, de magnitude 6,4.

O tremor causou o colapso de prédios, pontes e represas, além de fechar estradas e rodovias.

O país passa por uma guerra civil e diversas áreas não são facilmente acessíveis, dificultando o socorro de militares. A junta governante de Mianmar fez um raro pedido de ajuda humanitária internacional após o terremoto.

O país está em cima da falha geológica Sagaing, que separa as placas tectônicas Índica e Sonda. Brian Baptie, sismólogo do Serviço Geológico Britânico, contou à AP que um pedaço de 200 km de extensão da falha se rompeu em questão de minutos, com um deslocamento de 5 metros, causando o forte tremor de terra.

Quando ocorre um forte terremoto em uma área em que há mais de 1 milhão de pessoas, muitas delas vivendo em prédios e construções vulneráveis, as consequências são desastrosas”, disse Baptie.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está no Vietnã, onde o terremoto foi sentido. Ao g1, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, que também está no país asiático, disse que a comitiva brasileira não sentiu o tremor de terra, cujo epicentro foi há mais de 1.000 km de distância.

Mianmar é um governado por um regime militar desde 2021, que impõe forte controle sobre a mídia televisiva e radiofônica, além dos jornais locais. Por causa da dependência da mídia em relação ao governo, não há meios para verificar as notícias referentes ao país de forma independente ou comparar com dados de outros veículos jornalísticos, incluindo as consequências do tremor.

Segundo a Reuters, uma estimativa do Centro Geológico dos Estado Unidos aponta que o número de mortos no país por conta do terremoto pode ser superior a 10.000. O prejuízo, ainda de acordo com o modelo estimativo, pode superar a produção econômica anual do país.

O terremoto também foi sentido na Tailândia. Bangkok, cidade de 17 milhões de habitantes, declarou estado de emergência, segundo a primeira-ministra tailandesa, Paetongtarn Shinawatra. Danos foram relatados em prédios na capital tailandesa, incluindo um arranha-céu de 30 andares em construção que desabou no norte da cidade.

Ao menos 6 pessoas morreram no país, de acordo com a AP. Outras 26 foram feridas e 47 seguem desaparecidas.


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