Galípolo nega ter orientações de Sidônio na comunicação do BC

O presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, negou nesta 5ª feira (27.mar.2025) ter orientações do ministro da Secom (Secretaria de Comunicação do Governo), Sidônio Palmeira, para se comunicar com a sociedade. Ele afirmou que a autoridade monetária tem autonomia do Poder Executivo para pensar em estratégias na área.

Segundo Galípolo, Sidônio é um dos ministros com “mais zelos” pelo tema da autonomia do Banco Central. “Não consegui nem convidar ele para tomar um café aqui”, disse.

O presidente do BC falou sobre um vídeo divulgado em março explicando as mudanças no Pix que entrarão em vigor em abril. Chaves que não sejam vinculadas a pessoas ou empresas reais serão canceladas. As medidas vão impactar 8 milhões de pessoas.

“Naquele final de semana após o tema do Pix, ele me manda uma sugestão, sim, mas de trilhas sonoras que ele tem de música”, disse Galípolo “Sobre o tema da comunicação do Banco Central, como ele disse […], não fez nenhum tipo de sugestão. Ele é um cara bastante zeloso da autonomia do Banco Central, e a comunicação do BC é autônoma e independente”, afirmou.

Assista (1min42s):

O presidente afirmou que o BC tem estudando em formas de conversar com o público mais amplo, com outras formas de linguagem.

Galípolo apresentou nesta 5ª feira (27.mar) o Relatório de Política Monetária. A autoridade monetária diminuiu de 2,1% para 1,9% a projeção para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil em 2025. Na ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), o BC disse que a desaceleração da economia é “elemento necessário” para levar a inflação para a meta de 3%.

O intervalo da meta é de 1,5% a 4,5%. A taxa do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) foi de 5,06% em fevereiro. Segundo o BC, deverá subir para 5,6% em março e ficar próxima de 5,5% nos próximos meses.

Na última reunião do Copom, os diretores do BC subiram a taxa básica, a Selic, para 14,25% ao ano. Sinalizaram que o juro base vai subir no próximo encontro, de maio, mas em “menor magnitude”.

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