Leia carta de mulher do “perdeu, mané” a Alexandre de Moraes

A cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, presa por ter pichado com batom a estátua “A Justiça” durante os atos extremistas de 8 de janeiro de 2023, enviou uma carta ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), em outubro de 2024.

No documento, a mulher, de 29 anos e mãe de 2 filhos, afirma que foi ao ato na Praça dos Três Poderes, em Brasília, acreditando ser uma “manifestação pacífica”. Leia a íntegra (PDF – 724 kB).

Débora ainda declara que cometeu o “ato tão desprezível” para “tentar ser ouvida” e que “não sabia da importância” da estátua.

O documento foi juntado aos autos da AP (Ação Penal) 2508 em novembro de 2024. O ministro retirou nesta 4ª feira (26.mar.2025) o sigilo do documento.

ENTENDA O CASO

Débora escreveu “perdeu, mané”, referência a uma frase dita por Roberto Barroso, presidente da Corte, em 2022, na estátua.

Ela se tornou ré por unanimidade pela 1ª Turma do STF em 9 de agosto de 2024. O mesmo colegiado, agora, analisa a sua condenação. A turma é formada por Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

Os ministros Alexandre de Moraes (relator) e Flávio Dino votaram por condená-la a 14 anos de prisão por seu ato. Como o colegiado é formado por 5 ministros, falta 1 voto para a maioria condenar a cabeleireira.

O julgamento, em sessão virtual, se encerraria na 6ª feira (28.mar), mas foi suspenso por Luiz Fux na 2ª feira (24.mar). O magistrado pediu vista dos autos -ou seja, mais tempo para analisá-los. Nesta 4ª feira (26.mar), ele explicou que a suspensão se deu para revisar a pena.

Débora foi detida pela PF (Polícia Federal) na 8ª fase da operação Lesa Pátria, que tinha como alvo os participantes dos atos do 8 de janeiro de 2023. Na ocasião, manifestantes depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Durante os atos extremistas, Débora foi fotografada pichando a estátua que fica em frente ao STF. Segundo a defesa, ela portava só um batom para fazer a pichação.

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