Zelensky deixa Macron de lado para falar com jornalistas; assista

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky (Servo do Povo, centro), recebeu uma ligação de Emmanuel Macron (Renascimento, centro) durante uma videoconferência com jornalistas na 5ª feira (20.mar.2025) e pediu ao presidente francês para retornar o contato posteriormente.

Na transmissão ao vivo, Zelensky identificou imediatamente quem estava ligando: “Desculpe, Emmanuel, estou em conversa com alguns jornalistas. Posso retornar em alguns minutos, de 15 a 20 minutos? Sim, por favor, obrigado. Tudo bem, até logo”, disse antes de desligar.

Assista ao vídeo (16s):

Em seguida, em tom mais formal, explicou aos jornalistas presentes: “Era o presidente Macron. Conversamos quase diariamente. Ele tem ajudado muito. Retornarei a ligação depois da nossa conversa”.

Macron mantém-se como um dos aliados mais próximos de Zelensky durante os 3 anos de guerra. França e Reino Unido lideram os esforços europeus para garantir uma solução de paz para a Ucrânia depois do fim do conflito.

Também na 5ª feira (20.mar), o presidente francês anunciou em seu perfil no X (ex-Twitter) que os 2 países realizariam uma reunião de cúpula em Paris no dia 27 de março com a presença de Zelensky .

Finalizaremos nosso trabalho de apoio ao Exército ucraniano e construiremos um modelo militar sustentável e resiliente para evitar futuras invasões russas. Também definiremos as garantias de segurança que as forças europeias podem oferecer. O que queremos é proteger a paz”, escreveu o presidente francês.

Na 4ª feira (19.mar), Zelensky disse ter concordado com a proposta dos Estados Unidos e da Rússia de um cessar-fogo inicial apenas na infraestrutura energética.

Em uma publicação no X, o líder ucraniano afirmou que, em conversa com o presidente Donald Trump (Partido Republicano), ambos concordaram que “uma paz duradoura pode ser alcançada” ainda em 2025.

A declaração faz referência à fala do presidente russo, Vladimir Putin (Rússia Unida, centro), que disse que aceitaria um cessar-fogo total só se levasse a uma “paz duradoura”.


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