PCE dos EUA em novembro: inflação mais fraca traz alívio ao mercado

PCE dos EUA sobe menos que o esperado em novembro e anima mercado

O Índice de Preços de Consumo Pessoal (PCE), principal referência de inflação usada pelo Federal Reserve, subiu 0,1% em novembro, abaixo das expectativas de 0,2%. Em comparação ao mês anterior, quando o indicador teve alta de 0,2%, os dados mostram uma leve desaceleração no ritmo de crescimento dos preços.

Na comparação anual, o PCE apresentou alta de 2,4%, ficando abaixo da projeção de 2,5% do mercado, mas levemente acima dos 2,3% registrados em outubro.

Segundo análise de Maykon Douglas, economista, mesmo um pouco abaixo do esperado na margem, a leitura não muda a avaliação de que o Fed será mais cauteloso nos cortes de juros em 2025. “Os juros estão perto do nível neutro e a inflação deve subir mais do que o Fed esperava, dado o progresso um pouco mais lento da desinflação”, explicou o economista.

Núcleo do PCE desacelera em novembro e surpreende investidores

O núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia por ser considerado um termômetro mais preciso da inflação subjacente, também surpreendeu positivamente. O indicador subiu 0,1% em novembro, abaixo da expectativa de 0,2%. Em outubro, o núcleo havia avançado 0,3%.

No acumulado de 12 meses, o núcleo do PCE permaneceu estável em 2,8%, abaixo da projeção de 2,9%, trazendo uma sinalização positiva para o controle da inflação nos EUA.

Renda e gastos pessoais nos EUA: sinais de moderação econômica

Em novembro, a renda pessoal dos americanos avançou 0,3%, ficando abaixo da expectativa de 0,4%. Já em outubro, o indicador havia registrado um aumento revisado de 0,7% (anteriormente divulgado como 0,6%).

Os gastos pessoais, por sua vez, subiram 0,4% em novembro, também abaixo das previsões de 0,5%, mas mostrando um avanço em relação ao dado revisado de outubro, que ficou em 0,3%.

Consumo pessoal real acelera e indica confiança dos consumidores

Uma das boas notícias foi o desempenho do consumo pessoal real, que ajusta os gastos ao impacto da inflação. Em novembro, o indicador subiu 0,3%, acelerando em relação aos 0,1% registrados em outubro. Esse crescimento reforça a resiliência dos consumidores, mesmo em um ambiente de juros elevados.

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