Entenda a taxação de 10% para rendas acima de R$ 50 mil no IR

A proposta de reforma no Imposto de Renda apresentada pelo governo busca mudanças profundas na tributação brasileira

Enquanto amplia a isenção para rendas de até R$ 5 mil, criando alívio para milhões de contribuintes, introduz uma taxação mínima de 10% para os super-ricos, equilibrando o sistema.

Descubra como o governo pretende corrigir distorções no IR com isenção para rendas até R$ 5 mil e taxação de dividendos acima de R$ 50 mil.

O que muda com a reforma?

A medida beneficia cerca de 10 milhões de pessoas, que ficarão isentas do Imposto de Renda, e reduz a carga tributária para 16 milhões de contribuintes. 

A contrapartida é a criação de um imposto mínimo para os chamados “super-ricos”, focando em rendimentos de lucros, dividendos e investimentos antes isentos.

Essa proposta busca corrigir distorções no sistema tributário, onde rendas mais altas, muitas vezes provenientes de dividendos, são tributadas a taxas efetivas menores que salários.

A nova alíquota de 10% atingirá cerca de 100 mil pessoas com rendas mensais superiores a R$ 50 mil, sem impacto para quem já contribui com alíquotas acima disso.

Por outro lado, rendas acima de R$ 5 mil e até R$ 7 mil terão um desconto decrescente no IR, promovendo benefícios para uma parcela da classe média.

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Como será a taxação de rendimentos?

Atualmente, os rendimentos provenientes de salários têm alíquotas efetivas médias de 12%, enquanto lucros e dividendos são isentos. 

Com a reforma tributária, as alíquotas passarão a ser progressivas para todos os tipos de rendimentos, chegando a 10% para rendas superiores a R$ 100 mil mensais.

Entenda: Qual é o valor mínimo para declarar Imposto de Renda?

Impactos no mercado financeiro e na sociedade

A proposta divide opiniões. Embora tenha 75% de aprovação popular, segundo pesquisas, o mercado financeiro reage com cautela.

Especialistas destacam riscos de fuga de capitais e sonegação fiscal, além de incertezas sobre a destinação dos recursos arrecadados.

Saiba mais: O que são rendimentos tributáveis no Imposto de Renda?

Apesar disso, economistas apontam que a proposta alinha o Brasil a práticas internacionais e corrige discrepâncias históricas na tributação.

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