Homem é preso após incitação ao ódio contra negros, mulheres e cristãos em primeira prisão preventiva por racismo no PA


Prisão ocorreu na passagem José Alencar, no bairro da Marambaia, em Belém. Pará realiza primeira prisão preventiva por crimes de racismo.
Ascom/PC
Um homem foi preso preventivamente nesta terça-feira (17) por crimes previstos na Lei de Racismo. A prisão ocorreu na passagem José Alencar, no bairro da Marambaia, em Belém.
Segundo a Polícia Civil, a operação, chamada de “Miasma”, representa a primeira prisão preventiva do Pará por crime de racismo.
O suspeito é investigado por realizar comentários ofensivos e de incitação ao ódio contra diversos grupos, como negros, mulheres e crianças e cristãos.
O homem também promovia apologia a crimes violentos, incluindo estupro de vulneráveis e mencionava ter armas de fogo.
ação foi conduzida pela Delegacia de Combate aos Crimes Discriminatórios e Homofóbicos (DCCDH).
Ascom PC
“Os policiais encontraram diversas armas brancas, como facas, canivetes, machadinhas, soco-inglês e sprays de pimenta. Além disso, três notebooks e dois celulares foram apreendidos e encaminhados para perícia”, diz a delegada Adriana Norat.
O mandado de prisão foi expedido pela 1ª Vara de Inquéritos e Medidas Cautelares de Belém e os agentes também cumpriram um mandado de busca e apreensão.
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Investigações
De acordo com o delegado-geral Walter Resende, a investigação teve início após a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos, da Polícia Civil do Mato Grosso, receber uma denúncia sobre o comportamento de um perfil online
“Durante as diligências, foi constatado que o perfil não residia em Cuiabá mas que pertencia, na verdade, a um morador de Belém. Com essas informações, o caso foi encaminhado à DCCDH, que intensificou as investigações”, afirma.
Segundo o titular da Delegacia de Combate aos Crimes Discriminatórios e Homofóbicos (DCCDH), delegado Janilson Gomes, a operação “Miasma” tem referência ao conceito grego antigo de “impureza”, que, acreditava-se, o que era impuro deveria ser eliminado para o bem comum.
A operação contou com o apoio da Polícia Científica do Estado do Pará (PCEPA), responsável pela coleta dos vestígios criminais. O suspeito encontra-se à disposição da Justiça e aguarda o andamento dos procedimentos legais.
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