Suspeito de matar CEO nos EUA grita com repórteres ao chegar em audiência: ‘Injusto’

Luigi Mangione grita durante audiênciaMatthew Hatcher

Detido na segunda-feira (9) na Pensilvânia, Luigi Mangione, acusado de ser o autor do assassinato do CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson, foi levado a um tribunal nesta terça-feira (10) para uma audiência e, diante de repórteres, acabou se irritando e gritando com quem estava presente na sala: “Completamente injusto e um insulto ao povo americano”.

Mangione estava com uma arma de fabricação caseira, conhecida como “arma fantasma”, e documentos falsos no momento da prisão. As autoridades acreditam que uma das identidades apreendidas foi utilizada pelo suspeito para se hospedar em um hostel na cidade de Nova York antes do crime. Segundo Joseph Kenny, chefe dos detetives de Nova York, a pistola teria sido montada com peças feitas em impressora 3D, sem número de série, e seria capaz de disparar munição de 9 mm.

A operação policial, que envolveu helicópteros, cães farejadores e análise de câmeras de segurança, percorreu cerca de 400 quilômetros até chegar a Altoona, onde uma testemunha reconheceu Mangione e acionou as autoridades. Roupas encontradas com ele, incluindo uma máscara facial, correspondem àquelas descritas por testemunhas do assassinato.

Ao deixar o tribunal, o suspeito manteve silêncio, diferente da chegada, quando precisou ser contido por policiais após gritar a frase mencionada. A polícia agora investiga os movimentos de Mangione na Pensilvânia nos dias que antecederam a prisão e tenta determinar se ele teve ajuda de cúmplices.

Além disso, foi encontrado com o suspeito um documento de três páginas que sugere ressentimento contra grandes empresas americanas. Nascido em Maryland, Mangione já viveu em diferentes estados, como a Pensilvânia e a Califórnia, além de ter o último endereço registrado em Honolulu, no Havaí.

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